Mauro Ribeiro Lage é um nome que muita gente em Itabira conhece de vista, principalmente por causa da avenida que leva sua identificação em uma área importante da cidade. O que nem todo morador sabe é que por trás desse nome existe uma trajetória diretamente ligada ao trabalho, ao transporte, à mineração e ao crescimento econômico local. Mais do que uma homenagem em placa de avenida, Mauro Ribeiro Lage se tornou uma figura associada a um período de expansão empresarial que marcou a história de Itabira.
Nascido em 15 de outubro de 1929, na fazenda Belmont, a cerca de 15 quilômetros do centro de Itabira, Mauro Ribeiro Lage era filho de José Ribeiro Lage e Olínia da Costa Lage. A biografia publicada no especial “Personagens itabiranos”, da DeFato, mostra que ele cresceu em ambiente rural e começou a trabalhar ainda muito novo, ajudando o pai em tarefas do campo e no carregamento de lenha usada nas locomotivas da antiga Companhia Vale do Rio Doce. Esse começo é importante porque ajuda a entender por que seu nome ficou ligado, com o passar do tempo, à ideia de trabalho duro e construção de patrimônio a partir da própria realidade de Itabira.
Aos 18 anos, Mauro Ribeiro Lage se tornou motorista de caminhão. O dado parece simples, mas ajuda a explicar uma virada importante em sua vida. Depois de trabalhar para a Acesita, ele passou a atuar como autônomo no transporte de cargas, percorrendo diferentes regiões do Brasil. Em uma época em que empreender no setor exigia coragem, estrutura e capacidade de assumir riscos, essa fase abriu novos caminhos para ele. Não foi apenas uma mudança de profissão, mas o início de uma trajetória que mais tarde se transformaria em negócios de maior porte, com impacto econômico bem mais amplo.
Nos anos 1960, Mauro Ribeiro Lage avançou para o empreendedorismo. Segundo a DeFato, ele e dois sócios passaram a explorar uma mina de ferro em Nova Era, que mais tarde foi vendida para a Vale. Esse movimento ampliou sua atuação empresarial e ajudou a consolidar um perfil que ia além do transporte rodoviário. Em 1969, surgiu a Transportes Belmont, apontada como a primeira empresa do grupo ligado à família. Esse trecho da história pesa bastante quando se tenta responder quem foi Mauro Ribeiro Lage, porque mostra que ele não ficou conhecido só por circular no mundo dos negócios, mas por participar de um processo de expansão econômica conectado ao perfil produtivo da região.
Um dos episódios mais marcantes de sua trajetória empresarial aconteceu na propriedade da família. A publicação da DeFato relata que, em 1970, Mauro decidiu construir uma represa para melhorar a área de pastagem do gado. Pouco depois, pedras verdes apareceram no sangradouro do lago. A descoberta revelou uma jazida de esmeraldas, episódio que se tornaria decisivo para o surgimento da Belmont Mineração em 1978. Esse ponto da história é central porque liga o nome de Mauro Ribeiro Lage não apenas ao transporte e ao ferro, mas também a um dos capítulos mais conhecidos da atividade mineral privada associada a Itabira e à região.
Com o passar dos anos, o nome Mauro Ribeiro Lage ultrapassou a esfera dos negócios e ganhou dimensão simbólica dentro da cidade. A própria DeFato destaca que ele também empresta seu nome a outros espaços públicos, como uma ala de hospital e uma biblioteca. Esse tipo de homenagem não surge por acaso. Em cidades como Itabira, nomes preservados em avenidas, equipamentos e prédios costumam funcionar como uma forma de manter viva a memória de personagens que deixaram marcas econômicas, sociais ou culturais. No caso de Mauro Ribeiro Lage, a permanência do nome no espaço urbano mostra que sua trajetória foi entendida como relevante para a história local.
A avenida Mauro Ribeiro Lage reforça ainda mais esse peso. Ela não é uma via esquecida ou secundária. Documentos públicos do município registram a Avenida Mauro Ribeiro Lage no bairro Esplanada da Estação, mostrando que o nome segue presente de forma concreta na vida da cidade. Reportagem de 2022 informa, por exemplo, que a Prefeitura de Itabira realizou obras de revitalização no passeio central da avenida, com nivelamento do piso para melhorar a segurança e o conforto dos pedestres. Isso mostra que a via continua ativa, importante e inserida na rotina urbana de Itabira.
Há outro detalhe que ajuda a entender a importância da avenida na malha urbana. O Plano Diretor de Itabira, em lei complementar de 2006, cita áreas remanescentes da retirada de parte do ramal da Estrada de Ferro Vitória a Minas para o prolongamento da Avenida Mauro Ribeiro até o encontro com a Avenida Ipiranga, tratando essa região como área estruturante para a cidade. Na prática, isso reforça que a avenida não é apenas um endereço conhecido, mas um eixo com papel urbanístico relevante no desenho da cidade. Quando o nome de uma pessoa fica ligado a uma via com esse peso, a homenagem deixa de ser apenas simbólica e passa a fazer parte da própria organização do espaço urbano.
Muita gente passa pela Mauro Ribeiro todos os dias sem pensar em quem foi o homem homenageado. Esse é justamente o ponto que torna a pauta interessante para SEO local e para o leitor de Itabira. Nomes de ruas e avenidas costumam ser usados no cotidiano de forma automática, mas quase sempre despertam curiosidade quando alguém decide investigar sua origem. No caso de Mauro Ribeiro Lage, essa curiosidade leva a uma história que mistura origem rural, trabalho desde cedo, atuação no transporte, entrada no setor mineral e formação de um grupo empresarial ligado ao desenvolvimento da região. É um tipo de trajetória que conversa diretamente com a identidade econômica de Itabira.
Também por isso a homenagem faz sentido dentro da lógica da memória urbana. Itabira não é feita apenas de bairros, avenidas e prédios, mas também de nomes que a cidade escolheu preservar ao longo do tempo. Quando uma avenida importante recebe o nome de uma pessoa, há um reconhecimento implícito de que aquela trajetória teve peso suficiente para continuar circulando na fala dos moradores, nos endereços comerciais e nas referências do dia a dia. Mauro Ribeiro Lage passou a fazer parte desse mapa afetivo e prático da cidade. O nome saiu do campo privado da biografia e entrou definitivamente na geografia urbana de Itabira.
Outro ponto que reforça o interesse do tema é que a própria avenida reúne movimento, comércio, serviços e circulação constante de pessoas. Isso ajuda a manter o nome vivo na rotina da cidade. Ao mesmo tempo, cria um contraste curioso: muita gente conhece a avenida, mas não necessariamente conhece a história por trás dela. Esse desencontro entre um nome muito usado e uma biografia pouco conhecida é justamente o que transforma a pauta em um bom conteúdo evergreen. Ela não depende de acidente, operação policial ou fato quente. Ela responde a uma dúvida local real e ajuda o morador a conhecer melhor a própria cidade.
Mauro Ribeiro Lage morreu em Belo Horizonte, em 23 de julho de 2001, após enfrentar um câncer por mais de dois anos. Segundo a biografia publicada pela DeFato, ele foi casado por 50 anos com Maria Lígia Ribeiro Fonseca e deixou seis filhos, 15 netos e 11 bisnetos. Esse fechamento biográfico ajuda a mostrar que, embora sua trajetória tenha se tornado pública e urbana, sua história também manteve forte dimensão familiar. Em Itabira, o nome permaneceu não apenas por causa dos negócios, mas pelo legado que a cidade entendeu como digno de memória.
Por isso, quando alguém pergunta quem foi Mauro Ribeiro Lage, a resposta não deve ficar limitada a “um empresário” ou “o nome de uma avenida”. Mauro Ribeiro Lage foi um itabirano nascido na fazenda Belmont, que começou a trabalhar cedo, se tornou caminhoneiro, entrou no setor mineral, ajudou a construir negócios relevantes e teve o nome incorporado à memória urbana de Itabira. A avenida que leva sua identificação funciona, até hoje, como um lembrete diário de que a cidade também é feita pelas histórias que escolhe preservar em seus próprios caminhos.






































































