O Irã confirmou nesta terça-feira (17) a morte de Ali Larijani, uma das figuras mais poderosas do país e considerado o principal líder do regime após o início da guerra. Ele foi morto durante um ataque aéreo de Israel na capital Teerã.
Segundo informações divulgadas por agências estatais iranianas, o bombardeio aconteceu na noite de segunda-feira (16) e atingiu diretamente o local onde Larijani estava, acompanhado do filho e de membros de sua equipe. A operação foi classificada por Israel como um ataque de precisão.
O Exército israelense afirmou que Larijani havia assumido, na prática, o comando do regime iraniano após a morte do líder supremo Ali Khamenei, ocorrida no fim de fevereiro. Com isso, sua eliminação é vista como um golpe direto na estrutura de poder do país.
Além dele, outro nome importante também foi morto na ofensiva: Gholamreza Soleimani, comandante das forças Basij, grupo ligado à Guarda Revolucionária e conhecido por atuar na repressão de protestos internos no Irã.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se pronunciou e deixou claro que os ataques fazem parte de uma estratégia maior para enfraquecer o regime iraniano. Segundo ele, o objetivo é abrir caminho para que a própria população do Irã reaja contra o governo.
Do lado iraniano, a morte de Larijani foi tratada como um “martírio”. Autoridades exaltaram sua trajetória e importância, destacando seu papel central nas decisões políticas e militares do país, especialmente durante o conflito recente.
A tensão entre Irã e Israel continua escalando rapidamente. Ainda nesta terça-feira, o Irã lançou uma nova onda de mísseis contra território israelense. Alguns dos projéteis atingiram áreas próximas ao gabinete do primeiro-ministro, em Jerusalém.
Israel confirmou os ataques e acionou alertas em todo o país, orientando a população a procurar abrigos. Sirenes foram ouvidas em diversas regiões.
Militares israelenses afirmam que os bombardeios recentes já representam avanços estratégicos importantes e podem impactar diretamente o rumo da guerra.
O conflito segue em ritmo intenso, com ataques quase diários e risco crescente de escalada ainda maior no Oriente Médio.





























































