Candidato a deputado em Itabira voltou a ser assunto em 2026 com o avanço das articulações locais para as eleições gerais, marcadas para 4 de outubro. Em ano eleitoral, muita gente volta a fazer a mesma pergunta no Google: afinal, quem foram os últimos deputados eleitos pela cidade?
Os últimos nomes de Itabira eleitos diretamente para o Legislativo foram os ex-prefeitos Olímpio Pires Guerra, o Li Guerra, para deputado federal, e Luiz Menezes, para deputado estadual, ambos na eleição de 1998. O mandato dos dois foi exercido entre 1999 e 2003, marco que até hoje é lembrado como a última vez em que a cidade conseguiu transformar força política local em representação direta em Brasília e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Li Guerra chegou à Câmara dos Deputados depois de construir uma trajetória forte em Itabira e na região. Em homenagem feita no plenário da Câmara após sua morte, parlamentares destacaram o peso político que ele teve na cidade, lembrando sua passagem pela prefeitura e sua projeção regional. Já Luiz Menezes, também ex-prefeito de Itabira, foi eleito deputado estadual em 1998 com 22.529 votos, segundo registro da ALMG.
Desde então, Itabira passou a conviver com um jejum político nas urnas quando o assunto é deputado estadual e deputado federal com base local. Em 2022, por exemplo, a cidade voltou a não eleger representantes próprios, mesmo tendo várias candidaturas locais na disputa. O cenário reforçou uma dificuldade que já vinha se repetindo em eleições anteriores: muitos nomes, voto pulverizado e pouca conversão em cadeira de fato.
É importante fazer uma distinção para o leitor não confundir as coisas. Depois de 1998, Itabira voltou a ter nomes ocupando cadeira na ALMG, mas em condição de suplência. Ronaldo Magalhães assumiu mandato em 2007 com a abertura de vagas no secretariado do governo mineiro. Anos mais tarde, Bernardo Mucida tomou posse em 2021 como primeiro suplente da coligação, após a saída de Marília Campos para a prefeitura de Contagem. Ou seja: a cidade voltou a ter presença no parlamento estadual em alguns momentos, mas não por eleição direta nas urnas como aconteceu com Li Guerra e Luiz Menezes.
Esse detalhe ajuda a entender por que a memória de 1998 ainda pesa tanto em Itabira. Não se trata apenas de lembrar dois nomes conhecidos da política local. O que está em jogo é a ideia de representação própria em temas que mexem com o dia a dia da cidade, como mineração, compensações, infraestrutura, saúde, desenvolvimento regional e articulação com o governo estadual e federal. Quando o município não consegue eleger alguém com raiz local, cresce entre os eleitores a sensação de distância entre os problemas de Itabira e quem decide em Belo Horizonte e Brasília.
Agora, em 2026, esse debate volta com força porque o tabuleiro político já começou a se movimentar. Marco Antônio Gomes confirmou pré-candidatura a deputado federal. Bernardo Mucida se filiou ao Avante para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. No campo estadual, o prefeito Marco Antônio Lage anunciou apoio à pré-candidatura de Raquell Guimarães. Ao mesmo tempo, levantamentos locais já apontam o risco de nova fragmentação dos votos, repetindo um filme que Itabira conhece bem.






































































