Uma operação da Polícia Federal mobilizou agentes em quatro estados na manhã desta terça-feira (17), como parte de uma investigação sobre tráfico internacional de drogas. A ação tem como base a apreensão de uma grande quantidade de cocaína registrada no fim de 2025, em um aeroporto de Minas Gerais.
Ao todo, a Justiça autorizou 11 mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária. As ações ocorrem em Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Espírito Santo, com atuação simultânea das equipes em diferentes cidades.
Em Minas, os mandados foram cumpridos em Governador Valadares. Já nos outros estados, as equipes atuam nas cidades de São Paulo, Goiânia e São Mateus, ampliando o alcance da operação e das investigações.
Segundo a Polícia Federal, a operação busca identificar todos os envolvidos no envio de cargas de droga para o exterior, além de aprofundar as investigações sobre o funcionamento da organização criminosa.
A investigação começou após a apreensão de cerca de 1,3 tonelada de cocaína no terminal de cargas do Aeroporto Internacional de Confins, em dezembro de 2025. Na ocasião, os entorpecentes estavam escondidos em estruturas de mesas que seriam enviadas para a Europa.
A rota da carga incluía cidades como Lisboa, em Portugal, e Madri, na Espanha. A apreensão chamou a atenção das autoridades pela quantidade de droga, sendo considerada uma das maiores já registradas no transporte aéreo de cargas no Brasil.
A ação só foi possível após troca de informações entre aeroportos e uso de técnicas avançadas de análise de risco. Equipes utilizaram scanners e cães farejadores para identificar a carga suspeita e confirmar a presença da droga.
A partir da apreensão, a Polícia Federal instaurou um inquérito para rastrear os responsáveis e identificar outros integrantes do grupo criminoso. As investigações avançaram ao longo dos meses e resultaram na operação deflagrada nesta terça-feira.
Segundo a Polícia Federal, os investigados podem responder por tráfico internacional de drogas, crime que pode resultar em penas de até 25 anos de prisão.
O caso segue em investigação e novas informações podem ser divulgadas a qualquer momento.






























































