Uma decisão considerada importante para o futuro da mineração em Itabira foi aprovada pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente (Codema). O órgão deu aval, por unanimidade, ao pedido de anuência da Vale para o reaproveitamento de estruturas de rejeito no complexo minerário do município.
O tema foi comentado pelo presidente do Sindicato Metabase de Itabira e conselheiro do Codema, André Viana, que destacou os impactos positivos do projeto para a cidade, especialmente na geração de empregos e no fortalecimento da economia local.
Segundo André Viana, a proposta abre caminho para a chamada mineração circular, modelo que consiste na reutilização de rejeitos que ainda possuem alto teor de ferro. De acordo com ele, algumas dessas estruturas chegam a ter cerca de 37% de teor, índice considerado elevado quando comparado a padrões internacionais.
O projeto prevê o reaproveitamento de áreas como os diques do Minervino e o Cordão Nova Vista, além da barragem de Conceição e estruturas localizadas nas regiões de Onça, Periquito e Rio de Peixe.
Ainda de acordo com o presidente do Metabase, a iniciativa pode representar um aumento significativo na produção mineral da cidade, com estimativa de cerca de 10 milhões de toneladas por ano oriundas do reaproveitamento desses materiais.
Outro ponto destacado é o impacto direto na geração de empregos. A expectativa é de que o projeto crie cerca de 500 novos postos de trabalho, além de movimentar setores como transporte e serviços ligados à atividade mineradora.
Além da geração de renda, o projeto também pode trazer reflexos positivos na arrecadação do município, com aumento de tributos como CFEM, ISS e ICMS, fortalecendo a economia local.
André Viana também ressaltou o aspecto ambiental da proposta, destacando que o reaproveitamento dos rejeitos pode contribuir para a eliminação de estruturas consideradas de risco, como barragens e diques.
A iniciativa ocorre em um momento importante para o setor mineral em Itabira, especialmente com a perspectiva de mudanças na operação de unidades tradicionais, como a usina do Cauê.
Para o sindicalista, o projeto representa uma oportunidade de manter a atividade mineradora ativa na cidade, ao mesmo tempo em que gera emprego, receita e maior segurança estrutural.






























































